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HERÓI
INDEPENDENTE |
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Esta retrospectiva é dedicada aos que trabalham em
prol de um cinema totalmente livre de pré-conceitos
e preconceitos, livre de indústrias pesadas e mercados
autistas, livres, sobretudo, de resultados imediatos. São
os duros, são os pacientes da nova era e, como tal,
são os heróis do cinema independente. Como nunca
chegam a entrar no sistema, como são sempre marginais
à linha de conduta esperada não se tornam arrogantes,
preguiçosos ou carreiristas. Tornam-se maiores, tornam-se
visionários.
Em cada edição do festival
será prestada uma pequena homenagem, com
a apresentação da retrospectiva da obra de uma
personalidade desde sempre associada ao cinema independente,
que poderá ser um cineasta, actor/actriz, produtor
ou outro. |
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SHINJI AOYAMA |
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A retrospectiva dedicada a Shinji Aoyama pretende conseguir uma divulgação bem mais sistemática e alargada junto do público português da obra de um dos mais singulares nomes do cinema japonês contemporâneo. Essa obra, tal como as suas personagens (jovens deslocados no mundo de hoje, perdidos numa imensidão de signos de comportamento e cultura pop), está sempre em vias de redefinição. Com uma filmografia já muito significativa – mais de uma dezena de longas metragens de ficção, várias curtas, documentários e obras para televisão – e diversificada em termos géneros abordados e de formatos utilizados, Aoyama tem marcado presença regularmente nos mais importantes festivais internacionais de cinema, mas só muito pontualmente foi visto em Portugal (sem qualquer filme estreado em sala entre nós, apenas o aclamado “Eureka” foi lançado em DVD). O IndieLisboa vai mostrar quase todos os filmes de Aoyama na mais completa retrospectiva organizada em todo o mundo sobre o seu trabalho. O realizador estará em Lisboa para apresentar a sua obra e conversar com o público e com a crítica. |
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NOVO CINEMA ALEMÃO |
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Comissariado pelo crítico Olaf Möller, editor europeu da prestigiada revista de cinema americana “Film Comment”, o programa dedicado ao cinema independente alemão pretende ajudar a perceber como a enorme vitalidade da actual produção cinematográfica na Alemanha se começou a desenhar há pouco mais de uma década. Se hoje é evidente em termos internacionais o excelente momento artístico e comercial que o cinema alemão atravessa (recuperando finalmente da orfandade pós-Fassbinder), o que se propõe com este programa é perceber a sua origem, através da (re)visão das notáveis primeiras obras de um punhado de autores surgidos nos anos 90 e entretanto tornados incontornáveis no seu país (Romuald Karmarkar, Angela Shanelec, Christian Petzold, Valeska Grisebach, Ulrich Kohler, Thomas Arslan) e da descoberta de filmes de cineastas bem menos conhecidos (mesmo na própria Alemanha) em resultado da radicalidade estética das suas propostas. OIaf Möller intitulou a sua escolha muito simplesmente de “Um Cinema Alemão”, em que a utilização do artigo indefinido realça precisamente a parcialidade e subjectividade de uma selecção inconformista que teve como únicos critérios a valorização da originalidade e da singularidade das obras a apresentar. |
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SHINJI AOYAMA
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