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Um filme sobre o poder e vitalidade da arte. Um lugar onde o amor e a morte caminham lado a lado, e a beleza resiste: o cemitério de Père-Lachaise, em Paris, um dos mais famosos do mundo, não só pelas impressionantes campas, mas também pelas personalidades lá sepultadas: Marcel Proust, Oscar Wilde, Amadeo Modigliani, Edith Piaf, Maria Callas, Simone Signoret, Yves Montand e Jim Morrison são apenas alguns deles. Este documentário mostra-nos como os mortos vivem, quais fantasmas, na imaginação dos vivos. Actualmente um cemitério é, sobretudo, um produto da mente humana. “Se pensássemos num cemitério como ele realmente é seria insuportável”, diz um dos “entrevistados”. Uma fã de “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust, afirma: “Se a tua vida estiver preenchida com os romances de Balzac, os poemas de Musset e a música de Chopin, nunca te sentirás só”. O filme realça também talentos esquecidos que nunca foram aclamados. Sem dúvida um filme que nos mostra novas formas de abordar a morte, e quão ténues podem ser as linhas que a separam da vida.
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