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Khavn, o enfant terrible do cinema filipino, apresenta-nos neste SQUATTERPUNK uma parte da vida dos bairros de lata de Manila da qual raramente se faz eco: crianças pobres, esquecidas e ignoradas também conseguem divertir-se.
A música, enérgica e agressiva, mantém-nos em sobressalto, como que evitando deixar-nos enlear pela quase beleza das imagens que nos são propostas.
Não é através do cliché fácil dos rostos tristes e da exibição do drama daquelas crianças que somos alertados para a sua miséria, mas sim pela vitalidade e divertimento dos protagonistas. Mais do que sentirmos pena ou mágoa, somos sacudidos para o inevitável destino destas crianças. |
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