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ELI, ELI, LEMA SABACHTANI? |
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Shinji Aoyama |
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27 Abril, 21h30, King 3 |
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Por diversas vezes comparado a Takeshi Kitano, por fazer filmes de acção lentos e contemplativos, Aoyama distingue-se do seu conterrâneo pela forma como os seus filmes estão impregnados de referências à cultura pop, por via dos comportamentos e referências musicais. E é mesmo a música que em ELI, ELI, LEMA SABACHTANI? (“Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste?) desempenha um papel de destaque. Nesta longa-metragem futurista (a acção passa-se em 2015) há um vírus à solta pelo mundo. Quem se deixa infectar, é primeiro tomado por uma sensação de terror quase insuportável, e depois por um desespero intolerável, que culmina no suicídio. Numa casa de campo recolhida e isolada, dois músicos – Mizui e Asuhara – vivem em reclusão, devotados à criação de um som puro. Um dia são visitados por um milionário e a sua filha doente, e por um detective, que acredita que é na música de Mizui e Asuhara que reside a esperança de cura.
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