| |
VIVA conta as aventuras de uma dona de casa entediada que vai viver a revolução sexual que acontece na Califórnia, por volta de 1970. O filme tem muitas qualidades e encantos, que derivam em grande parte da forma exótica como foi pensado, com grande atenção aos detalhes (repare-se nos décors ultra coloridos, nos penteados e roupas). A realizadora passou alguns anos a coleccionar as roupas e adereços mais bizarros que encontrava. Os corpos dos actores fogem aos padrões actuais de beleza, também eles são exuberantes nas formas.
Barbie (interpretada pela própria Anna Biller) é jovem, curiosa e ingénua. Quando o marido vai fazer ski ela decide ir à procura de amor, ou pelo menos, alguém com quem passar momentos escaldantes. Juntamente com uma aventureira amiga, ela vai parar primeiro a um bordel, depois encontra um guru nudista que fuma marijuana e, ainda, um fotógrafo excêntrico... mas por mais diferentes que sejam estas pessoas, estão todas só interessadas numa única coisa...
Recriando o look dos filmes eróticos dos anos 70, Biller recorre a uma original e divertida forma para nos mostrar como tem sido retratada, ao longo dos últimos quarenta anos, a moralidade sexual e a liberdade feminina, pelos media, pela arte e pelo cinema. Irresistivelmente kitsch e camp, VIVA é merecedor do culto prestado aos mais loucos filmes de Russ Meyer ou de John Waters.
|
|