| The
Girl from Monday
Hal Hartley
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22
ABRIL, 18h00, FÓRUM LISBOA •
26 ABRIL, 22h00, KING 2
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Nova
Iorque num falso futuro. Uma ficção
paralela à realidade. Um
futuro paralelo ao presente. Vinda
do espaço, a rapariga cai
no oceano. Ela vem de uma constelação
distante chamada Monday e assume
a forma humana de uma bela rapariga
para poder procurar o seu amigo.
O amigo terá chegado anos
antes e ela suspeita que ele precise
de ajuda, talvez preso na sua forma
humana, agora com o nome de Jack
Bell. Impulsionada pela “Grande
Revolução”,
a cidade-estado de Nova Iorque foi
“libertada” pela Triple
M (Major Multimedia Monopoly), que
implementou uma ditadura de consumo
em favor das acessibilidades, autonomias
e progresso tecnológico.
Jack Bell é o responsável
pelo programa “Human Value
Reform Act” que permite cotar
os cidadãos na bolsa: os
seus créditos no mercado
aumentam consoante as suas relações
sexuais e as contingências
do próprio mercado. Assustado
com as consequências das suas
sugestões para este programa,
Jack lidera um movimento de contra-revolução.
Fortuitamente, Cecile, uma executiva
da agência onde trabalha,
acaba por tomar parte do seu movimento
clandestino. Cecile. A rapariga.
Jack. Um trio pseudo amoroso desadaptado
da sociedade.Hal
Hartley, uma das figuras de proa
da geração indie do
cinema americano no início
dos anos 90 (ao lado de Todd Haynes
e Gus Van Sant, por exemplo), está
de regresso com a sua mais recente,
e surpreendente, incursão
cinematográfica.
THE
GIRL FROM MONDAY é um filme
de ficção científica,
que convoca, entre outros, “1984”,
de Michael Radford, ou “Fahrenheit
451”, de François Truffaut.
Hartley, que não esconde
também ter lido autores como
Heinlein ou Ursula Le Guin, vai
mais longe e diz mesmo que o filme
“é uma resposta ou
um eco de ‘Alphaville’
de Godard”. Filmado em vídeo
digital, THE GIRL FROM MONDAY gira
à volta de uma extra-terrestre,
oriunda do planeta Monday, que chega
à Terra tomando a forma de
uma lindíssima rapariga em
busca de um conterrâneo. O
que encontra é um planeta
que passou pela “Grande Revolução”
e onde o poder reside agora nas
mãos de grandes empresas
corporativas que tentam atrair a
população para o consumo
desenfreado através do sexo,
um valor altamente cotado na bolsa.
Há quem não aceite
a resignação passivamente
e não tarda muito até
que, secretamente, se comece a organizar
a contra-revolução.
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Hal
Hartley Vive em
Nova Iorque onde nasceu em 1959.
O seu primeiro filme foi lançado
internacionalmente em 1990, embora
a sua obra se estenda também
ao teatro e a projectos de vídeo.
A Possible Films Incorporated é
a produtora de Hal Hartley.
Filmografia
THE GIRL FROM MONDAY (2004), No
Such Thing (2001), Kimono (2000,
c.m.), The Book of Life (1998, c.m.),
Henry Fool (1997), Opera No. 1 (1994,
c.m.), Flirt (1995), Amateur (1994),
Simple Men (1992), Surviving Desire
(1991, c.m.), Ambition (1991, c.m.),
Theory of Achievement (1991, c.m.),
Trust (1990), The Unbelievable Truth
(1989)
“O filme trata de uma série
de assuntos, mas é sobretudo
um filme sobre as tendências
contemporâneas – a forma
como nós mudamos em resultado
da tecnologia, do consumismo, da
política, etc.”
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Ficção |
EUA
2004, 84’, 35mm, 1:1.85, Cor, Dolby
Digital |
Argumento:
Hal Hartley
Fotografia: Sarah Cawley-Cabiya
Música: Hal Hartley
Som: Justin Kawashima
Montagem: Steve Hamilton
Com: Bill Sage, Sabrina
Lloyd, Tatiana Abracos, Leo Fitzpatrick,
DJ Mendel, James Urbaniak
Produtor: Hal Hartley,
Steve Hamilton
Produção: The Possible Films
Collection
Festivais
2005: Festival de Cinema de Sundance
Vendas
The Possible Films Coll
180 Varick St Suite 1402
New York, NY 10014
USA
T: +12128071417
kyle@possiblefilms
.com
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