PARAPALOS
Ana Poliak |
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28
ABRIL, 15h00, KING 1 • 29 ABRIL,
22h15, KING 1
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Um
jovem rapaz do campo, Adrián,
tenta a sua sorte em Buenos Aires.
Muda-se para o modesto apartamento,
de uma assoalhada, da sua prima
Nancy e encontra um emprego como
“rapaz dos pinos”, responsável
por pôr de pé os pinos
de bowling e devolver as bolas,
num dos poucos salões manuais
de bowling que restam na cidade.
O seu horário de trabalho
é exactamente o oposto de
Nancy, mas os poucos momentos que
partilham são calorosos e
de respeito mútuo. Através
da ligação com a sua
prima e com os outros rapazes dos
pinos, ele tenta encontrar e definir
o seu lugar na sociedade. Adrián
é muito curioso. Tem sede
de conhecimento e gosta de ouvir
as histórias e as filosofias
dos seus colegas. El Turco é
uma jóia de um professor
e traz humor ao pequeno espaço
de trabalho e ao emprego. Nippur
é uma mistura de hippie e
fã de heavy metal, tatuado,
cheio de sonhos e contradições.
Daniel irradia serenidade e bondade.
Quiroga trabalhou nas minas, um
emprego ainda pior que o trabalho
num salão de bowling. Adrián,
Nancy, El Turco, Nippur, Daniel
e Quiroga podem passar despercebidos
pela vida e na sociedade, mas todos
eles se preocupam e têm respeito
uns pelos outros.
Distinguido
na 6ª edição do Festival
Internacional de Cinema Independente
de Buenos Aires com o prémio
para Melhor Filme, PARAPALOS é
segunda longa metragem assinada
pela argentina Ana Poliak. Para
trás ficam um documentário
(“Que vivan los crotos!”)
e uma longa-metragem de ficção
(“La fé del volcán”),
onde já se insinuava a direcção
que o trabalho de Poliak, também
conceituada montadora, haveria de
seguir: a tentativa de perceber
o mundo através do cinema.
PARAPALOS surge, então, como
uma meditação delicada
e sensível sobre o trabalho.
Serena e contemplativamente, Ana
Poliak observa o dia-a-dia de Adrián,
um jovem do campo que vem para Buenos
Aires tentar a sua sorte. Partilhando
um modesto apartamento com a sua
prima Nancy, arranja emprego como
responsável pela reposição
dos pinos num dos poucos salões
de bowling manuais da cidade. Os
seus companheiros de trabalho, vão
ajudar Adrián na sua luta
para tentar encontrar e definir
o seu lugar na sociedade.
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Ana
Poliak
Nasceu
em 1962 em Buenos Aires. Licenciou-se
em estudos cinematográficos
e realização na Escuela
Experimental de Cine do Instituto
Nacional de Cinematografia. Trabalhou
como assistente de realização
de Pino Solanas, Jeaninne Meerapfeld
e Eduardo de Gregorio. Em 1989 fundou
a sua própria produtora,
Viada Producciones s.r.l.
“Não estou interessada
em registar grandes acontecimentos,
mas sim em tentar descobrir, através
dos meus filmes, a «luz»
e a força que faltam na nossa
sociedade. Não tenho certezas.
É a mudança que me
impele.”
Filmografia
/ Filmography
PARAPALOS (2004), Que vivan los
Crotos (1990), La Fe Del Volcan
(2001)
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| Ficção |
Argentina,
2004, 93’35mm, 1:1.85, Cor / Color,
Dolby SR |
Argumento
/ Script: Ana Poliak, Santiago Loza, Adrián
Suárez
Fotografia / Cinematography: Victor ‘Kino’
González, Alejandro Fernández
Mouján
Som / Sound: Luis Ernesto Corazza
Com / Cast: Adrián Suárez,
Nancy Torres, Roque Chappay, José
Luis Seytón Guzmán, Armando
Quiroga, Dorian Waldemar
Produção / Prodution: Viada
Producciones s.r.l.
Prémios
e Festivais
2004: Festival Internacional de Cinema
Independente de Buenos Aires (Melhor Filme),
Festival Internacional de Cinema de San
Sebastian, Festival de Cinema de Londres
2004: Buenos Aires Int. Independent Film
Festival (Best Film), San Sebastian Int.
Film Festival, London Film Festival
Cópia
/ Print Source
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Nijverheidstraat 33
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