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Le Pont des Arts
Eugène Green

22 ABRIL, 18H45, KING 1 • 29 ABRIL, 18H00, FÓRUM LISBOA

Dois jovens, Paris, 1980. Sarah é uma cantora lírica barroca e Pascal é um estudante de literatura. Pascal vive num estúdio na Rue Saint-Jacques, visitado cons-tantemente pela sua namorada, Christine, e está, teoricamente, a trabalhar na sua tese de mestrado. Sarah canta num ensemble barroco sob a direcção de um maestro de origem anglo-saxónica que ela chama de “O Inominável” e vive num apartamento com o seu namorado, Manuel, um programador de computadores. Pascal e Sarah não se conhecem, mas têm duas coisas em comum: ambos vivem com pessoas que os amam, embora não os percebam verdadeiramente, e os dois são profundamente melancólicos. O encontro dos dois acaba por se dar na essência do barroco, tal como Sarah o tinha definido antes: “É como ser duas pessoas ao mesmo tempo, e uma delas está viva porque a outra está morta”. Ouvindo a comovente voz de Sarah em o “Lamento della Ninfa” de Monteverdi, a Pont des Arts estende-se sobre o rio Sena, construída pelos homens para preencher um vazio na cidade, e reunir, num único local, a morte e a vida.

Depois de “Le Monde Vivant”, que conquistou o Grande Prémio de Longa-Metragem na primeira edição do IndieLisboa, Eugène Green regressa ao festival com LE PONT DES ARTS para contar uma história de amor impossível entre duas pessoas que nunca se viram. De um realizador que combina convicções estéticas pessoais com um cinema que não rejeita a tradição, LE PONT DES ARTS é uma provocação cinematográfica que ninguém deveria recusar. Apaixonante e gracioso, é também de uma inteligência feroz e sentido de humor cortante.

Eugène Green Vive e trabalha em Paris. Em 1997 fundou o Théâtre de la Sapience e mantém-se activo em muitos campos culturais. A sua primeira longa-metragem, Toutes les nuits, ganhou o Prémio Delluc para uma primeira obra em 2001. No IndieLisboa 2004, o seu filme “Le Monde Vivant” ganhou o Grande Prémio de Longa Metragem.

Filmografia
LE PONT DES ARTS (2004), Le Monde Vivant (2002-2003), Le Nom du feu (2001, c.m. / Short), Toutes les nuits (2001)

“A ideia central do filme foi sempre a de que a arte é um aspecto orgânico da condição humana, é um lugar de cruzamento entre a vida e a morte.”


 

 

OBSERVATÓRIO

Ficção
França 2004, 126’, 35mm, Cor, Dolby Digital DTS

Argumento: Eugène Green
Fotografia / Cinematography: Raphaël O’Byrne
Música: Le Poème Harmonique / Vincent Dumestre: Monteverdi
Som: Frédéric de Ravignan
Montagem: Jean-François Elie
Com: Natacha Régnier (Sarah), Adrien Michaux (Pascal), Olivier Gourmet (Meréville), Denis Podalydès (Innommable), Alexis Loret (Manuel)
Produtor: Martine de Clermont-Tonnerre
Produção / Production: Mact Produtions
Festivais / Festivals
2005 :
Festival Internacional de Cinema de Roterdão ; 2004 : Festival de Cinema de Londres, Festival Internacional de Cinema de Locarno

Vendas
Raphaël BerdugoRoissy Films
58 Rue Pierre Charron
75008 Paris
France
T: +33153535050
v-paul@roissyfilms.com

INDIELISBOA: R. Gonçalves Crespo, 56, 1º, 1150-186 Lisboa, Portugal
tel. (+351) 21 315 83 99 . fax (+351) 21 316 00 57
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